Goiás monitora risco de sarampo e febre amarela e reforça importância da vacinação

O risco de reintrodução do sarampo e a circulação do vírus da febre amarela em Goiás foram destaques da 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025, realizada de forma remota na última quinta-feira (18/09). O encontro foi promovido pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Goiás (Cosems-GO).

De acordo com a superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da SES-GO, Cristina Laval, o Brasil já registra 27 casos de sarampo, sendo 22 no Tocantins, estado vizinho que se encontra em surto ativo. Em Goiás, ainda não há casos confirmados, mas a preocupação é grande: 75 municípios estão em alto risco de reintrodução da doença devido à cobertura vacinal abaixo de 95%.

A região metropolitana de Goiânia concentra a maior parte desse risco, abrangendo mais de 2,7 milhões de habitantes. Outras 171 cidades estão em nível médio de risco. Laval reforçou que os municípios devem intensificar a vigilância, capacitar equipes de saúde e ampliar a conscientização da população sobre a importância da vacinação.

“Temos 172 municípios com cobertura vacinal abaixo de 95%, o que representa um alerta importante”, destacou.

A situação também preocupa em relação à febre amarela. Somente neste ano, quatro casos em primatas foram confirmados no estado, além de 44 notificações em investigação. Para conter o avanço do vírus, a SES-GO vai promover a Semana de Vacinação contra a Febre Amarela, entre 29 de setembro e 3 de outubro, mobilizando equipes em todo o estado.


Rede de Atenção Psicossocial

Durante a reunião, também foi apresentado o resultado da Avaliação e Monitoramento do Segundo Quadrimestre referente à contrapartida estadual na Rede de Atenção Psicossocial.

O subsecretário de Políticas e Ações em Saúde, Luciano de Moura Carvalho, informou que cerca de 40% dos municípios não receberam repasses de cofinanciamento. Os motivos foram a não execução das ações previstas ou a falta de registro das atividades no sistema de gestão.

Segundo ele, o objetivo do cofinanciamento é garantir que os recursos sejam aplicados em ações efetivas, com impacto direto na qualidade dos serviços prestados à população.
“Verificamos dificuldades no cumprimento dos indicadores, principalmente no lançamento de produção. É essencial que os municípios registrem suas ações dentro do prazo”, alertou.


Capacitação em Humanização

Outro ponto debatido foi o lançamento do Curso de Capacitação sobre a Política Nacional de Humanização, oferecido pela SES-GO. Com carga horária de 60 horas, o curso já está disponível na plataforma da Escola de Saúde de Goiás (ESG).

A gerente de Humanização, Maria Salete Batista, explicou que a capacitação busca desmistificar o conceito de humanização, mostrando sua importância como ferramenta de gestão e atendimento.
“Humanização é escuta qualificada e diagnóstico eficaz. Nosso objetivo é melhorar a qualidade do atendimento à população”, afirmou.

O curso é aberto a profissionais da saúde de Goiás e de outros estados. As inscrições podem ser feitas pelo portal AVA Educa Saúde: https://educa.saude.go.gov.br/.

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